Ampliação de Paradigmas

Temos observado uma mudança muito grande em todas as áreas da vida. Se olharmos para algumas décadas atrás, temos a sensação de que vivemos em outro mundo. Muita coisa mudou, determinando adaptações que só podem vir de dois pontos de vista: negativo ou positivo.

Viver no paradigma antigo determina um conjunto de crenças que já não sustenta mais uma vida de equilíbrio, em que o ser humano tem em si, meios de viver em harmonia com ele mesmo, com os outros Reinos da natureza e com o Planeta. Pelo paradigma anterior, tudo parece estar indo de encontro a um caos generalizado, onde todos estão vulneráveis pela total fragilidade que apresentam. Porém, este prognóstico determina uma desconexão do ser humano com sua própria força, colocando-o amedrontado e impotente diante de uma nova ordem.

A atitude positiva, sobretudo advinda dos pais para o filho, vai formatá-lo para a ação consciente e favorável ao novo. Faz-se necessário a ampliação de alguns paradigmas:

  • O Mundo está piorando: Estamos num momento de transição em que está havendo um reajuste de forças na natureza, bem como uma reestruturação da consciência humana. Esta mudança se faz ver em todos os aspectos da vida: pessoal, social, cultural, religioso e planetário. As crianças estão mais preparadas para viverem estas mudanças do que os adultos, pois a capacidade de adaptação e reorientação diante de desafios é mais favorável. Porém, em contato com crenças de que tudo está piorando, vem o sentimento de medo, insegurança e desesperança. É necessário o entendimento de que tudo é questão de um ponto de vista a criar uma realidade compatível. O Mundo está se transformando para algo que seja de mais integração, liberdade e harmonia. Se uma criança compreende assim, pode favorecer as mudanças com suas atitudes.
  • A opinião dos outros é mais importante e pode me afetar: Esta é a crença que determina um padrão coletivo em que todos perdem sua originalidade para se adequarem ao sistema. Observamos que, muitas pessoas, ao longo do tempo, adoeceram e perderam suas vidas ao acreditarem e se deixarem afetar pela opinião alheia. Muitas vezes um sistema de crenças coletivo são vozes a diminuir e depreciar pessoas. É necessária a compreensão que todos os julgamentos e críticas têm mais a ver com quem julga do que com quem é julgado. Crianças não têm necessidades de julgamentos. Elas aprendem isto, quando assimilam a necessidade de exclusão daquilo que não é “normal”. A criança que aprende a se integrar consigo mesma flui em naturalidade e permite ao outro ser o que é.
  • Estou sempre só: Somos seres multidimensionais e é importante aprender a viver com esta realidade. Muitas vezes, nos sentimos extremamente sós e reféns de uma profunda carência. Se sentirmos a Força que vem de dimensões mais profundas, aprendemos o sentido de autoamor. A nossa própria companhia sempre nos alegrará. Estar com o outro assim é agregar valor a ele.
  • Temos sempre que competir: A competição é um sistema de crença coletivo de ganhar e perder. Isto está fundamentado na ideia de que não há o suficiente para todos. Esta crença determina uma realidade de pirâmide em que, para que poucos sejam vencedores, muitos terão que perder. Esta visão suscita medos, desigualdades e formação de baixa autoestima, através de pensamentos como “eles são melhores do que eu”. Ampliando o paradigma vemos que não há aquele que perde ou ganha, simplesmente porque há o bastante para todos. O Universo é abundante de recursos e de possibilidades e move-se pela Lei do Amor. Só existem formas diferentes de expressar a abundância e realização. A pessoa que compreende assim transmite através de sua consciência, que ela e o outro podem realizar o seu propósito de vida.
  • Reclamações coletivas: Reclamações produzem sentimentos de escassez, falta, insatisfação. Emanar tais sentimentos traz mais desta realidade, uma vez que o Universo apenas ressoa e reage àquilo que emanamos. Reclamações coletivas nos unem ao padrão negativo do outro. Não aprendemos, não amadurecemos e não evoluímos. Distanciamos de toda nossa força interna para a mudança de realidade. Coletivamente determina-se um padrão de escassez e conflitos. A ampliação deste paradigma compreende que tudo deve ser passível de agradecimento. A valorização de pequenas coisas na vida é a valorização dela mesma. Uma criança que aprende a valorizar o que é e tem, abre-se para o fluxo de abundância do Universo e favorece ao outro e ao Todo.

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