“Existem dois legados duradouros que podemos deixar para os nossos filhos. Um deles, raízes; outro, asas”. Hodding Cartier
O Abençoar é uma tradição milenar, que se perdeu diante da vida moderna. Nossos ancestrais sabiam intuitivamente a importância desta atitude. Talvez, porque a vida era mais tranquila, os processos mentais menos acelerados, não se conhecia conceitos como “estresse” e quase não se lidava com ansiedades. E por viverem mais relaxados, estavam mais próximos de um modo de vida natural e conseguiam perceber alguns princípios divinos, como a bênção. Mas, uma vez que nossos ancestrais abençoavam de uma forma intuitiva, podemos, através do conhecimento do que estamos fazendo, gerar mais potencial para ativar esta atitude na vida.
Atualmente, os pais andam muito “ocupados” e, muitos não sabem da importância de abençoar os filhos. Eles desconhecem que, em suas mãos, existe um importante aliado para a felicidade dos filhos. O “abençoar” proporciona um destino de bem-estar, prosperidade e mais leveza na vida, como uma chave, que abre a porta para a realização de quem é abençoado.
Por que abençoar os filhos?
Uma criança é um potencial vivo de aprendizado e realização. Ela nasce propensa a este aprendizado e, até os cinco anos de idade, mantém-se o mais pura possível. Vive basicamente numa frequência cerebral mais baixa, Onda Theta, sem muita atividade mental, em que a consciência espiritual, a inspiração e criatividade preponderam. Ao longo de sua vida, vai assimilando alguns aprendizados e aumentando a atividade mental. Esta criança vai se inserindo em vários sistemas (familiar, social, cultural, educacional, religioso, tecnológico, planetário…), todos eles com seu nível de complexidade e desafios. Através dos relacionamentos que uma criança ao crescer vai experienciando, desenvolve matrizes de comportamento (um conjunto de tendências determinado por crenças e valores aprendidos), assim como arquétipos de comportamentos, como, por exemplo, o arquétipo do herói em que, tem que ser forte, esforçado(a), batalhador(a), dominador(a) para vencer no mundo, não importa o sofrimento que isto possa lhe causar.
Podemos dizer que, independente dos padrões de comportamento, esta criança precisa de Luz para viver. Luz para realizar suas escolhas, se relacionar e passar por todos os aprendizados e ciclos de vida. A Luz pode e vai atuar em sua vida como inspiração, guiança, discernimento, liberação, graça e proteção espiritual.
Porém, como proporcionar a um ser humano esta condição de Luz? Sobretudo a uma criança que, ainda que, até uma determinada idade, esteja imersa na própria Luz, ao crescer, vai assimilando aprendizados que a distanciam desta condição. Como manter esta criança o mais preservada possível de alguns processos de aprendizado (assimilação de crenças desfavoráveis)? Há algo a respeito que os pais, ou os responsáveis diretos por uma criança, possam fazer?
Os pais dão o seu melhor para os filhos. Realizam investimentos internos e externos para que estes tenham bem-estar e realização na vida. Porém, muitas vezes, se sentem perdidos com os desafios e demandas constantes de padrões sociais, culturais e até mesmo religiosos, que determinam limites na expressão mais natural de vida.
A simples, verdadeira e profunda atitude que é abençoar, permite aos pais terem uma parceria na condução da vida dos filhos. Esta parceria é a expressão de todo o potencial de Luz: a Força do Universo. Esta Força coliga os pais com um potencial de comportamento em que, se abençoa os filhos não apenas com palavras e decretos de bênçãos, mas também e principalmente, por todo um conjunto de atitudes que demonstre aos filhos o quanto eles são amados, compreendidos e aceitos.

