Os pais influenciam muito a vida dos filhos. São as primeiras referências deles e, o que pensam, sentem, dizem e fazem são assimilados de uma forma muito profunda pelos filhos. As crianças, sobretudo, assimilam muito os exemplos dos pais. E sabemos que estes exemplos, que são as atitudes diárias dos pais, carregam em si, as crenças, valores e conceitos que eles têm sobre a vida. Se, por exemplo, os pais acreditam que a vida é uma “batalha” e que terão que se “armarem” para lutarem nesta batalha, as crianças tenderão a perceber a vida como um “campo hostil”, e, dependendo se suas tendências de temperamento e estrutura emocional desenvolverão matrizes e arquétipos de comportamentos, favoráveis ou desfavoráveis ao seu desenvolvimento. A criança pode desenvolver um aprendizado extremo de ambição, de ganância, de competição, de esforço, de derrotismo, de vitimismo, de reatividade etc.
Crenças típicas, por exemplo, sobre dinheiro, vão determinar a prosperidade ou escassez dos filhos. Há pais que pensam, dizem e sentem, que o amor ao dinheiro é a raiz de todo o mal. Há outros pais que pensam, dizem e sentem que a falta de dinheiro é a raiz de todo o mal. Os filhos de ambas as crenças, terão resultados diferentes, de acordo com aquilo que os pais emanaram como conceitos. Na verdade é muito difícil para os pais não contagiarem seus filhos com as próprias crenças. Isto é passado automaticamente para eles. O ideal é permitir que os filhos tenham as suas próprias experiências, vazios de concepções prontas sobre a vida.
As crenças assimiladas ficam como “pano de fundo”, memórias no inconsciente, determinando a sua realidade. Então, a criança cresce e perpetua ações, sentimentos, pensamentos e realidades proporcionais às crenças existentes em seu inconsciente. Ela pode se tornar um adulto, por exemplo, extremamente competitivo e pouco confiável, repelir amizades e sofrer com isto, se colocando como vítima das pessoas, que não a compreendem. Porém, por detrás de todo este drama, existe a assimilação de crenças, desde que era criança, de que o mundo é uma batalha e é necessário se “armar” contra tudo e todos para sobreviver, sabotando assim, suas próprias amizades.

